Avançar para o conteúdo principal

Mumificada ou ressuscitado?

Arqueólogos identificaram mais uma múmia egípcia do tempo do Faraó. Desta vez segundo eles os restos são de uma mulher. E foram além; para eles ela é  Hatshepsut, uma rainha que se vestia de homem e tinha barba postiça para parecer homem. Já que no seu tempo ser mulher era algo desprezível pelos governantes.  Ela se considerava Faraó, titulo conferido apenas a representantes do sexo masculino.

Bem até aqui nenhuma novidade, a não ser que Hatshepsut é vista  por muitos como sendo a rainha que encontrou o menino Moisés junto ao rio Nilo em um cestinho deixado por sua mãe. A história bíblica teve lugar porque o Faraó mandou matar todos os meninos de Israel e entre eles estava o bebe Moisés. O menino foi colocado no rio enquanto sua irmã Miriam o vigiava. A rainha que provavelmente fosse Hatshepsut  chegou ali, viu o cesto, viu o bebe e encantou-se por ele, levou-o para o palácio e criou-o como se fosse seu.

Um dia, já maduro,  Moisés abandonou todo o  reino para liderar e sofrer junto com seu povo numa peregrinação que começa no Egito e vai até Canaã, a terra prometida. Flávio Josefo em sua obra História dos Hebreus escreve que Moisés literalmente jogou para longe a futura coroa egípcia que poderia tornar-se sua.

E o que ele ganhou com tudo isto? Aparentemente ele só perdeu com esta escolha.  Todavia, enquanto sua mãe adotiva é mais uma múmia sem vida e objeto de estudos e controvérsias humanas; Moisés é além de mais conhecido do que ela, um profeta. Ele escreve os 5 primeiros livros da Bíblia, alguns Salmos e é muito provavelmente escritor do próprio livro de Jó, verdadeiras preciosidades da palavra de Deus.

Mas o melhor, segundo a Bíblia Moises está hoje na presença de Deus e vive para sempre, numa amostra daqueles que ressuscitarão pelo poder de Deus e viverão para sempre com ele.

Aparentemente ele deixou tudo, perdeu tudo ao abandonar as glórias do Egito. Hoje, porém, vemos que ao escolher os caminhos de Deus, fez a melhor escolha. Cá entre nós ele poderia ser múmia sem vida e sem futuro. Tornou-se grande e ganhou a eternidade.

Uma lição para todos nós que às vezes achamos que temos tanto poder e nos agarramos às coisas deste mundo pensando que elas nunca passarão. Elas passarão sim,  e com elas irão todos os que depositarem nelas sua confiança e sua esperança.
“Pela fé, ... permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.” Hebreus 11: 27

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Uma breve história da Igreja Adventista do Iguatemi - Porto Alegre-RS

Porto Alegre é considerada uma das cidades com um dos menores índices de presença adventista entre as capitais brasileiras. A Organização Adventista tem se preocupado com esta defasagem de membros e igrejas e algumas decisões tem sido tomadas visando diminuir estes índices e ao mesmo tempo cumprir a comissão evangélica de Mateus 28: 18 a 20. Uma destas iniciativas de expansão foi o surgimento da Igreja Adventista do Iguatemi, congregação que começou a operar no dia 04 de setembro de 2010. Localizada em uma região de classe média da capital gaúcha entre três grandes centros de compra (Shopping Centers) comemorou seu primeiro ano de atividades com uma lista de membros no total de 246 pessoas entre admitidos por transferência e batismo. Devido ao seu inicio diferenciado, a nova congregação tem despertado a atenção e curiosidade de lideres e observadores. O presente artigo pretende fazer uma breve descrição do surgimento e desenvolvimento desta comunidade em um local antes sem presença...

A Santa Ceia e as Crianças Não Batizadas

O assunto apresentado no título parece ser sem muita importância, já que temos tantos outros para ocupar nosso tempo e preocupações. Todavia, em se considerando que estamos lidando com crianças na fase plástica da vida; e que qualquer atitude lhes afeta o futuro, temos que pensar na questão. Em virtude de a Bíblia, Espírito de Profecia, ou Manual da Igreja não estabelecerem uma posição dogmática sobre o que fazer em tal caso, obviamente surgem diferentes posições na igreja. Os que defendem a participação das crianças não batizadas na Ceia fundamentam-se na refeição pascal do antigo Israel (Êxodo 12:21 a 26). Segundo eles a refeição era para toda a família, e portanto a participação das crianças não era vetada. Outro grupo crê que deveríamos evitar que as crianças imaturas participem pois ainda não compreendem o significado espiritual do ato. Bem, o que temos a observar é que toda e qualquer posição tomada sobre o assunto deveria passar pelo crivo dos princípios bíblicos de respeit...

Semana Santa - Período de Reflexão

Em nosso calendário existem diversas semanas especiais. Lembro-me dos bons tempos do curso primário quando a escola promovia as semanas da alimentação; da ecologia; da pátria, e outras mais. Estas ocasiões faziam com que a rotina acabasse e passássemos um período em que fugíamos das atividades costumeiras. Mas, de todas as semanas deste gênero, existe uma que se destaca por sua importância dentro do contexto emoldurado por uma sociedade dita cristã. Refiro-me à chamada, por nós: Semana Santa. É verdade, que como acontece com outras datas religiosas, (Natal, por exemplo) esta tem sido usada para fins comerciais. A ocasião transforma-se em oportunidade para os estrategistas de marketing usarem o tema para venderem os mais diferentes produtos, alguns não tendo a mínima ligação com o assunto: Cristo e seu sacrifício. Contudo, a questão em debate não deveria ser o comércio que se faz com a Semana Santa. O que deveríamos fazer nesta época do ano ( e em outras mais) seria uma reflexão sobre o...