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O "bispo" e o carnaval

O “bispo" e o carnaval

O prefeito do Rio anunciou esta semana que vai ao carnaval. Mas, como bispo de uma igreja neo-pentecostal, foi logo esclarecendo: "Eu estarei não pra sambar, vou lá verificar as coisas que estamos trabalhando com muito carinho”.
Não demorou muito e foi criticado por foliões e crentes. Os amantes da festa não gostam do corte de verbas que o nobre mandatário fez no que chamam de "maior carnaval do mundo", enquanto os fiéis não admitem que um religioso participe desta imoral e nefasta festa da carne. 
Briguinhas políticas à parte, o carnaval é um evento que começa prometendo muita alegria na sexta; muita empolgação nos outros 4 dias; e termina, literalmente, nas cinzas da quarta-feira.  
Lamentavelmente, este é um período não só de alegria ou recreação, mas de excessos regados a muita coisa não permitida, seja do ponto de vista moral, físico ou espiritual. 
Como cristãos, entendemos que não precisamos disto para mantermos a verdadeira satisfação. Como bem disse o grande apóstolo Paulo, nossa alegria está em uma pessoa: 
"Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.” (Filipenses 4:4).
A alegria do cristão é algo independente de qualquer festa, porque tem sua fonte na contínua presença de Cristo. Esta é a razão pela qual o cristão nunca perde sua alegria: jamais pode perder a Jesus Cristo. Para muitos, a alegria termina quando as luzes das festas se apagam, e, depois que as musicas cessam, resta apenas o gemido da dor e da angústia. Infelizmente, a vassoura dos garis que limpam os detritos do desfile levam consigo a esperança e o prazer de muita gente. Convenhamos: isto não é alegria. É sua imitação barata. Em nossa caminhada podemos nos deparar com dias difíceis em que nosso semblante descai. Situações aparentemente intransponíveis, e, aos olhos humanos, impossíveis. Mas não  precisamos desanimar, nem continuar assim por muito tempo. Não podemos esquecer que "Jesus Cristo é nosso amigo; o Céu inteiro está interessado em nosso bem-estar. Não devemos permitir que as perplexidades e preocupações da vida diária nos obscureçam a mente e nos fechem o semblante. Se assim fizermos, teremos sempre alguma coisa a incomodar-nos e estressar-nos. Não devemos dar lugar à ansiedade, que nos deixa tristes e sem energia, e em nada nos ajuda a enfrentar as provações” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 77).

Alegria verdadeira pra você hoje e sempre, na companhia da fonte da felicidade: Jesus!

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