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O Brasil que eu quero

Não gravei (ainda)  o video que uma conhecida rede de televisão está pedindo. O pano de fundo é o ano eleitoral de 2018, e, a questão é:  “Que Brasil você quer para o futuro?” 
Sempre que penso em eleições, sou levado a fazer algumas considerações: O cristão é um cidadão de dois mundos. De um lado, vive neste planeta e deve se portar como um morador respeitável e obediente ( Romanos 13:1 a 7); de outro, sua verdadeira pátria é a celestial, a que  realmente perdura (Hebreus 11:14 a 16). Equilibra-se entre estes dois polos, e sua vida aqui revela suas intenções com a vida lá. Na cidadania terrestre, ele participa em tudo o que não interfira em sua cidadania celeste ( II Timoteo 2:4). A vida do cristão aqui é uma prova de seu preparo para a vida lá. Estando aqui, não foge de suas obrigações. Sua participação na vida da cidade, do Estado e do País é certa e esperada dentro dos princípios da Palavra de Deus.  Seus negócios; sua familia; votar ou ser votado; seu comportamento público ou privado; tudo deve ser para honrar a Deus. Grandes personagens da Bíblia, com as habilidades que possuíam, participaram das questões do local em que estavam, dando seu testemunho em diferentes instâncias. Histórias como as de Abraão, Daniel, José, Paulo e outros podem esclarecer esta atitude. 
Quero, agora, dizer com sinceridade: o Brasil que eu quero seria um lugar onde os governantes fossem conscientes de suas tarefas, pensando antes no coletivo e não em suas malas, cuecas e apartamentos cheios de dinheiro –  geralmente de procedência duvidosa.
Gostaria que os governantes fossem gente competente para a função que lhes foi confiada. Compadrio, gente errada no lugar errado ou coisa parecida não deveriam ter lugar em qualquer esfera. Estes mesmos mandatários deveriam manter princípios morais como a honestidade, a liberdade, a probidade e o domínio próprio.
Em contrapartida, no Brasil que eu quero, os eleitores deveriam votar não por causa de uma propaganda bem feita, de um rosto bonito, da influência das fake news, ou de alguma benesse qualquer. Ser mais racional do que emocional é uma boa pedida nesta hora. Voto emocional é egoista; só pensa no ganho pessoal, mas ignora que todos podem ser beneficiados com leis, obras e serviços. Deve-se votar em pessoas que cultivem e pratiquem principios de fé, moralidade e decência, e não somente porque o candidato se diz cristão. É preciso verificar se ele realmente procura viver o cristianismo. Nem sempre professar é ser. Há muita lebre vendida como gato por aí. Votar é um direito que permite o exercício da cidadania. Entender que o voto é uma arma que pode ser usada para implantar mudanças numa sociedade de forma ordeira e pacifica é fundamental.  Não se pode esquecer que as mudanças começam com pequenos atos como jogar o lixo no lugar certo, respeitar a fila, obedecer as regras de trânsito mesmo quando o guarda não está por perto, e, até mesmo, devolver o dinheiro que lhe foi dado a mais. Com cidadãos do Céu e da Terra, devemos adquirir uma mentalidade que não fique o tempo todo perguntando o que o País pode fazer por nós, mas o que podemos fazer por ele.


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