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Paternidade responsável

“Paternidade Responsável” este foi o titulo do editorial do jornal Zero Hora de 01 de agosto de 2011. Nele se pode ler sobre uma pesquisa feita no Rio Grande do Sul e que por si é reveladora sobre a importância de um pai na formação moral e espiritual de seus filhos. O levantamento reforça a conexão entre desestruturação familiar e criminalidade. Ainda em fase preliminar, realizado pelo governo do Estado com adolescentes infratores sob os cuidados da Fundação de Atendimento Socioeducativo. São jovens que cometeram algum tipo de delito e têm, em muitos casos, um drama comum – a ausência da figura paterna. Cerca de 20% deles não têm nem mesmo o nome do pai na carteira de identidade e 60% não mantêm contato permanente com o pai. As medidas socioeducativas a que se submetem, para que possam retornar ao convívio da sociedade, serão insuficientes se a família não tiver condições de acolhê-los, por estar desagregada, especialmente pela ausência de alguém que exerça a função paterna. 
Não é preciso ser um especialista para ver que a ausência do pai é uma das  principais causas de retrocesso no bem estar dos filhos. Também é um fator crucial para se compreender, hoje, a crise atual da instituição da família. A diminuição da função paterna tem conseqüências sobre a estruturação psíquica dos indivíduos, nas fases de infância e de juventude, e, indiretamente, sobre a sociedade.
A imagem do pai é importantíssima para o desenvolvimento psicológico equilibrado dos filhos. O pai, com efeito, seria uma espécie de mediador entre o filho e a realidade. Permite ao filho tomar iniciativas e aprender a distinguir entre o certo e o errado e, a partir disso, entender as conseqüências de uma ou outra escolha.

Diante desta constatação pode-se afirmar que para um filho o melhor é um pai presente do que um pai que apenas dá presentes.

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